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PIB da construção civil deve crescer em 2017, prevê Sindicato

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) anunciou ontem (1º) de dezembro, a estimativa de crescimento de 0,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil nacional em 2017. Se confirmado, o resultado representará uma reversão frente a 2016.

 

Neste ano, o PIB setorial deve acumular queda de 5,3%, patamar um pouco pior do que o previsto inicialmente pelo sindicato, que era de baixa de 5,0%.

Na avaliação do Sinduscon-SP, que realiza as projeções em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o cenário macroeconômico para 2017 será marcado pela redução lenta da taxa de juros, mercado de trabalho e renda ainda em queda, taxa de investimento pequena e consumo das famílias fraco.

 

Por outro lado, as instituições contam com o início da agenda de reformas no País, com impacto positivo para o setor da construção.Entre os efeitos positivos, o Sinduscon-SP cita a liberação das contratações na faixa 1,5 do programa Minha Casa Minha Vida, após discussões que se arrastavam desde 2014 com o governo federal. A estimativa é de contratação de 40 mil unidades em 2016 e mais 40 mil em 2017 na faixa 1,5.

 

Já na faixa 1, onde há dependência de recursos do Tesouro Nacional, espera-se a retomada das atividades que ficaram paralisadas desde o fim de 2015, com a contratação de 70 mil unidades no próximo ano.

 

O sindicato também menciona e expectativa de retomada de 1,6 mil obras de infraestrutura paradas do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e o avanço do programa de concessões e licitações.

 

Na avaliação do Sinduscon-SP, a conjunção destes fatores deve melhorar a confiança empresarial e começar a se refletir nas decisões de investir a partir do segundo semestre de 2017.

 

Novo indicador

 

O Sinduscon-SP lançou nesta quinta, em parceria com a FGV, o Indicador de Atividade das Empresas da Construção Civil (INACC). O novo instrumento é um indicador físico da atividade da construção, ou seja, mede a produção formal em termos de quantidade, e não de valor. Para isso, o indicador considera dados como o nível de pessoas empregadas no setor, o volume da produção física de insumos, o volume da produção física de bens de capital e o nível de utilização da capacidade para equipamentos e trabalho.

 

Ao levantar dados físicos, o INACC visa estimar a atividade das empresas da construção por um ângulo mais próximo ao ciclo operacional, já que as obras são realizadas em etapas, ao longo de meses ou anos, enquanto a contabilidade das vendas e/ou do faturamento ocorrem em um ritmo diferente.

 

Conforme os dados anunciados, o INACC registrou 102,9 pontos em setembro de 2016, o que representa o patamar mais baixo da série histórica, que foi calculada a partir de março de 2013. No primeiro mês da série, o INACC marcava 164,3 pontos. Na prática, isso indica que o setor tem bem menos obras em andamento atualmente.

 

O resultado de 102,9 pontos em setembro de 2016 também representa uma queda de 4,0% em relação a agosto e baixa de 13,7% em comparação com setembro de 2015. No acumulado deste ano, o indicador teve retração de 19,3%.